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  • COROA OVAL MODIFICA O BIKEFIT?

    Estas coroas são uma alternativa de otimização da eficiência da pedalada porém não são para todos os tipos de ciclistas.

    coroa ovalAteltas do Tour de France/12 estão utilizando este tipo de coroa em algumas etapas do tour. Com isso alguns ciclistas nos questionaram sobre utilizá-la ou não e se a sua opção interferiria no bikefit. Primeiramente vamos explicar como funcionam.

    Estas coroas estão no mercado desde a década de 90. A Shimano tinha uma linha de coroa oval, a Biopace, que tinha como intenção remover o ponto morto durante o giro do pedivela, que é o momento da pedalada no qual estamos com os pedais no ponto mais alto e mais baixo do giro (12 e 6 hs), onde mecanicamente menos força se consegue imprimir. A fabricante Rotorbike utiliza de um princípio diferente: possui as coroas Q-rings que são variáveis e tem a intenção de não apenas diminuir o ponto morto mas também otimizar a força nos pedais durante os pontos de maior força no giro. Sendo assim esta coroa é divididas em zonas crescentes e decrescentes de força, da seguinte maneira: numa coroa 53 dentes durante o momento do ponto morto a coroa fica 2,6 dentes menor e no momento de maior força ela fica 2,6 dentes maior, assim a cada giro completo do pedal ela possui 2 zonas crescentes e 2 zonas decrescentes. O principal diferencial das coroas Q-rings é o sistema OCP que possibilita a regulagem em até 5 pontos pré-definidos através da sua furação, o que possibilita o refinamento do ajuste do maior ponto de força no momento ideal para cada ciclista. A regulagem pode ser dada através dos testes descritos pela marca ou por um teste de potência feito com um potenciômetro a partir do qual se sabe o momento exato de maior potência empregada durante o giro onde se pode corrigir ou otimizar a força. A marca descreve testes mecânicos e laboratoriais no seu site após os quais conclui que as coroas aumentam a potência empregada em 4,1% e diminuem a formação de lactato em 9,1%.

    Um fator que pesa contra as ovais é a má qualidade das trocas de marchas. Essa deficiência desgasta mais rapidamente o material e as quebras são mais freqüentes. Também é usada no MTB porém a constante troca de marchas é um dos motivos que dificultam a sua adesão.

    Não vamos entrar no mérito da sua utilização, já que dependem da adaptação e das características individuais do ciclista. Um ciclista que tenha o mesmo biotipo de um outro que goste,  pode ou não agradar deste equipamento.

    Mas quanto ao bikefit, entramos no mérito - ele pode ser diferente para o mesmo ciclista caso opte pela configuração da bike com a coroa oval. Isto porque o ponto ótimo de ataque ao pedal pode ser alterado pela nova configuração, necessitando de ajustes finos para potencializar  "o novo" conjunto bike/ciclista.

    Realizar o bikefit dinâmico juntamente com o Computrainer (que também é um potenciômetro), é o ideal para se obter ajustes exatos da bike além do ajuste adequado do pé-de-vela para a geração da maior potência nos pedais. Assim conseguimos atuar sobre a adaptação, performance, conforto, biomecânica, individualidade e prevenção de lesões do ciclista.

     

    Esta coroa em ação está disponível na sessão vídeos.

     

    O Studio BIKEFITBH importou o Computrainer que já está à sua disposição!

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